Monalisa de Batom
20/06/2016
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Rob Zombie, Americana e seus sonhos pervertidos…

Olá pessoal, tudo bem? Preparados para um novo mergulho em minha psiquê? Hoje falarei de quão inspirador o cineasta e músico Rob Zombie foi e continua sendo em minhas escolhas.

Resolvi pegar carona na postagem anterior onde falava das origens do meu interesse pela moda e hoje, então, falarei mais precisamente do primeiro momento em que soube (retroativamente viu?) que algo em mim funcionava de forma diferente, na escolha de minhas roupas e do meu estilo.

Acho que podemos dizer que começamos nossa emancipação ali no início de nossa adolescência.

Momento pródigo e muito estressante em que procuramos nossas próprias referências, nos lançando mais além da ficção familiar , ultrapassando nossos pais e encontrando nosso espaço.

Bem, foi nesse período em que comecei a notar que o mundo é bem maior do que supomos até então; e foi nessa fase que, literalmente, num ato de coragem, comecei a escutar o meu tão abençoado Metal.

As bandas na época eram basicamente as mesmas que hoje estão na ativa, mas três delas, noto hoje, um vácuo mais profundo em mim: Metallica, Slayer e White Zombie.

A primeira, pela sua musicalidade; a segunda, pelo sua imagem satânica e agressiva e a última pelas colagens, tão originais na época, que apareciam tanto em seu som, quanto no visual de seus integrantes, particularmente do seu vocalista, Rob Zombie.

Sério, o White Zombie, já no final dos anos 80 e, principalmente, nos anos 90, antecipou quase que a totalidade das tendências que vemos atualmente nas araras mais variadas; de grandes marcas de luxo, aos mamutes da fast fashion!

Esse mishmash de referências ecoa profundamente nas minhas escolhas; metáforas diárias onde uma linha de um texto aqui, uma reverberação sônica acolá se juntam e criam algo completamente novo e único.

Mais ou menos nessa época comecei a escolher minhas camisetas não pela marca, mas se ela era devidamente destruída ou puída. O ideal seria se elas viessem diretamente do monte de panos de chão. Percebo que copiava, mezzo inconscientemente, as produções de todos do White Zombie, que vendiam a ideia de que encontravam suas roupas num lixeiro qualquer; ou que toda um espectro cultural que vai desde a Americana clássica, filmes de horror e muito white trash ganhou vida, passou mal e resolveu vomitar seus interiores sobre esses jovens.

Talvez seja pretensão de minha parte, um salto semântico muito longo, mas o legado do White Zombie (e de Rob Zombi hoje em dia ainda com seus filmes, ilustrações e músicas) foi o marco zero em que pude encontrar “no mundo real” algo que ancorasse as minhas próprias alucinações pessoais…

retalhosRobZombie (800 x 1200)

Então, o que acharam? Pra falar a verdade, meu estilo é tão dinâmico quanto o emaranhado de referências que vemos acima. E ao colocar minha história em perspectiva, noto o quão mais profundas eram (e são) minhas escolhas!

Muito mais do que uma procura pela “tendência” perfeita, elas pautam uma personalidade em constante ebulição.

Quem diria que me surpreenderia comigo mesmo?

 

 

 

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